18/07/2010

Ultima morada.

Então já estávamos voltando mais uma vez ao nordeste, a última das grandes viagens com toda família.
De uma casa confortável para um casebre miserável.
Fomos   ajudados por alguns irmãos de igreja, até meu pai começar a trabalhar novamente. 
Ficamos uns meses no interior e fomos para capital, e estava tão perto de nos ocorrer o maior dos flagelos da nossa   vida.
De repente minha mãe adoece , é  internada  e daí três dias acontece o pior, o que não esperávamos, pois ela  estava de alta, quando  aos 42 anos falece, ao que  tudo indica, enfartou  deixando os filhos entre 15 e 2 anos de idade, ainda por criar.
O apoio veio de uma prima dela, que dia após dias pela manhã e tarde  vinha nos ver,dar orientação , carinho, cuidar.  Nunca, uma  tia da parte de nossa mãe, veio para nos ver, moravam há uns sessenta quilômetros  dali. Vim entender depois de mais de trinta anos  o porque , e quase não acreditei, que meu pai, mandou meu irmão avisar que mamãe havia falecido só depois de dois dias do ocorrido, sei que a dificuldade de dinheiro era enorme, mas um  telefonema teria resolvido  e não teria ficado esta mágoa entre eles .
Não precisa dizer que meu chão acabou, meu mundo desabou, como a maior das irmãs, cuidava da outras, eu só chorava e cada coisa que ia fazer me lembrava dela,aqueles dias  nunca sairão da minha mente.
Findava ali o sofrimento dela, com as lutas daquela vida de instabilidade financeira e emocional, pois não era nada fácil, viver de um lado para o outro. Recebeu o seu galardão.

Nunca esquecerei o seu amor por nós.



 

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