Éramos dez, sim dez....naquele tempo era assim.
Meus outros irmãos homens não resistiram e só restou um.
Este era mestre em por apelidos nas irmãs, que mudava, um tempo era um apelido e dali ele inventava outro, parece que não pegava mesmo, depois de já crescidos nos divertimos lembrando disto.
Era para lá de atentado, tinha inaugurado uma farmácia no bairro, e ele me mandou comprar tomates lá, acreditem eu pensei que vendiam tomates e pedi ao balconista que riu, e disse que só vendiam remédios.
Morávamos no DF, ele inventou de contar os carros, da cozinha avistávamos a rodovia, os carros particulares eram dele, os meus os oficiais, quando perguntei porquê os meus eram menos, ele me disse: que eu não tinha sorte.
Quando íamos para a igreja, ele levava o novo testamento e sempre insistia, que eu levasse a bíblia, na hora da leitura se fosse do velho testamento, ele pedia para trocar, eu ficava procurando, depois me devolvia e perguntava, não achou ? Um dia disse para nosso pai , e dei uma lição nele.
Sou mais nova, e todo aniversário ele fala, minha irmã tu está velha !
Nenhum comentário:
Postar um comentário